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Cortes no orçamento fecham 14 agências do Sine no Estado

  • Publicado em 09/05/2019


Ao mesmo tempo em que o Ceará perde vagas no mercado de trabalho - 7,9 mil no primeiro trimestre, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) -, o principal mecanismo de intermediação entre candidatos e empregadores, o Sistema Nacional de Emprego (Sine) do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), corre o risco de ter o funcionamento prejudicado com o fechamento de 14 agências no interior, medida que deve causar a demissão de 80 funcionários do total de 285 do quadro técnico, segundo o presidente da Organização por Local de Trabalho (OLT) do IDT, Isaías Nogueira Lima.

As medidas estão previstas por conta do corte de 10% para o orçamento deste ano. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, as obrigações do Estado com o IDT estão sendo cumpridas.

"Nós fizemos a renovação do contrato de gestão, inclusive já foi publicado no Diário Oficial, estamos pagando essas obrigações e o IDT vai seguir com a normalidade deles", afirma.

Saúde fiscal

O secretário explica que os cortes são necessários para manter a situação fiscal do Estado. "Uma redução de 10% em qualquer estrutura não é nenhuma anormalidade na realidade que vivemos hoje, em meio a uma crise resiliente, onde estamos todos procurando nos ajustar", esclarece.

Ele acrescenta que o IDT é uma instituição de caráter privado que presta serviços ao Estado, sendo, portanto, do instituto a responsabilidade de se adequar para manter a prestação de serviços. "O que eles têm que fazer agora é investir em otimização e tecnologia. Por que é preciso que o IDT tenha uma estrutura física para fazer a intermediação? Isso seria mais prático até para o próprio trabalhador", defende.

O orçamento atualizado da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet) prevê um orçamento de R$ 19 milhões para atendimento integrado ao trabalhador. Isaías concorda que tem de haver uma reestruturação, mas não da forma que está sendo proposta. "Está se dando de forma muito abrupta, que pode até piorar a situação do desemprego no Estado", alerta.

A OLT montou comissão na Assembleia Legislativa para tentar reverter ou pelo menos minimizar os efeitos do corte no orçamento. Em reunião na tarde de ontem (8) com o titular da Sedet, nenhuma mudança foi conseguida. "Eu não me comprometi com nenhum pedido. Eles vão continuar tentando, nitidamente, com o secretário da Casa Civil, mas a posição do Estado permanece a mesma", ressalta Maia.