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Tratamento com pele de tilápia deve ser expandido para o país

  • Publicado em 01/03/2019

O método para tratar queimaduras de 2º e 3º graus com uso de pele de tilápia, desenvolvido no Ceará, pode ganhar projeção nacional. Isso porque teve início a busca pela empresa que deve registrar o método na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que viabilizará o uso da técnica nos centros de tratamento de queimados de todo o País.

O presidente Jair Bolsonaro destacou o método em publicação nas redes sociais, na última terça-feira (26), anunciando promover o início de estudos, sob o comando do secretário Nacional da Pesca, Jorge Seif Júnior, junto ao Ministério da Saúde. Se comprovado a eficácia, o tratamento pode ser adotado como terapia de cura alternativa, segundo o presidente.

De acordo com o presidente do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ) e coordenador da pesquisa, o médico cearense Edmar Maciel, o secretário já entrou em contato para tratar do assunto e uma reunião para apresentar o método será marcada após o carnaval.

“Isso já é um passo para que a empresa que for registrar saiba que o Ministério da Saúde reconhece o produto como sendo importante para a saúde. Estamos aguardando passar o período do carnaval para que seja agendada a nossa visita”, destaca.

No Ceará, mais de 300 pessoas já foram beneficiadas com o uso da pele de tilápia no trato de lesões por queimaduras. Atualmente, a pesquisa já é utilizada, também, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco. Em âmbito internacional, Colômbia, Alemanha e Estados Unidos também desenvolvem estudos a partir da técnica cearense.

O tratamento foi desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Medicamentos (NPDM) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e é utilizado em pacientes do Núcleo de queimados do Instituto Doutor José Frota (IJF) desde 2016.

Benefícios
A pele da tilápia, uma das principais espécies de peixe de água doce do Brasil, acontece como curativo biológico e temporário, ajudando no processo de cicatrização. O método é considerado mais efetivo por fechar a ferida, evitando infecções por contaminação externa e a perda de líquidos e proteínas.

Minimizar o desconforto e dor aos pacientes também é uma das vantagens, já que o curativo natural pode ser mantido por vários dias, ao contrário dos comuns, que precisam ser trocados diariamente. Por essa razão, os custos do atendimento são reduzidos.

FONTE: G1 CE