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Clube do Ouvinte da Paz

Benfeitor e você: A fuga para o Egito

  • Publicado em 20/12/2018

Depois da partida dos Magos de Belém, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Num instante, a alegria de Maria com a vinda daqueles visitantes que tinham reconhecido em seu Filho o Messias, transformou-se em dor e angústia.


Era bem conhecida a crueldade de Herodes, sempre temeroso de que alguém lhe tomasse o trono; tanto que tinha mandado assassinar crianças e adultos que podiam lhe trazer riscos. 


José, logo que recebeu o aviso divino, levantando-se de noite, tomou o Menino e Sua Mãe e retirou-se para o Egito. Começava a primeira das perseguições que Jesus Cristo tinha de sofrer na terra.


Existiam dois itinerários principais para ir para o Egito. Um mais cômodo, mas também mais frequentado. O outro, menos utilizado, que passava por um deserto. Tratava-se de uma longa viagem, de várias centenas de quilômetros, que deve ter durado de dez a catorze dias.


É provável que tenham se incorporado a alguma pequena caravana, pois teria sido quase impossível fazê-la sozinhos: o calor extenuante, a falta de água, o perigo de bandidos, tornavam absolutamente desaconselhável viajar sem um grupo.


Enquanto isso, na pequena aldeia de Belém, acontecia a matança de um grupo de crianças menores de dois anos, arrancadas dos braços de suas mães. Cumpriu-se entãoo que foi anunciado pelo profeta Jeremias: "Uma voz se ouviu em Ramá, pranto e grande lamentação; Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem".

A tradição não é unânime sobre o lugar da residência da Sagrada Família no Egito: Menfis, Heliópolis, Leontópolis, pois no delta do rio Nilo floresciam muitas comunidades judaicas. Integraram-se numa delas, como emigrantes, e ali José encontraria um trabalho que lhe permitisse sustentar dignamente, ainda que modestamente, a sua Família. Foram meses de trabalho escondido e de sofrimento silencioso, com a saudade da casa abandonada e, ao mesmo tempo, com a alegria de ver Jesus crescer longe do perigo que o ameaçava. À sua volta, contemplavam muita idolatria, tantas figuras de deuses estranhos com figuras de animais. Mas Maria sabia que Jesus Cristo tinha vindo ao mundo também por aquelas pessoas, também para elas era a Redenção. E a Virgem abraçava-os em seu coração maternal.


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PRODUÇÃO: Guilherme Rocha