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Clube do Ouvinte da Paz

Benfeitor e você: O estábulo

  • Publicado em 13/12/2018

“Vinde ver o Filho de Deus, não no seio do Pai, mas nos braços da Mãe; não entre os coros dos anjos, mas entre uns vis animais; não sentado à destra da Majestade nas alturas, mas reclinado numa manjedoura de animais; não trovejando nem relampejando no céu, mas chorando e tremendo de frio num estábulo”. Frei Luís de Granada

“Contemplo agora Jesus, deitado numa manjedoura ( Lc 2, 12), num lugar que só é próprio para os animais. Onde está, Senhor, a Tua realeza: o diadema, a espada, o ceptro? Pertencem-Lhe e não os quer; reina envolto em panos. É um Rei inerme, que se nos apresenta indefeso: é uma criança. Como não havemos de recordar aquelas palavras do Apóstolo:aniquilou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo ( Flp 2, 7)?” São José Maria Escrivá

Isaías (1,3): “O boi conhece o seu dono, e o jumento, a manjedoura do seu senhor; mas Israel é incapaz de conhecer. O meu povo não pode entender”.

 

Poema de São José de Anchieta


- Que fazeis, menino Deus,

Nestas palhas encostado?

- Jazo aqui por teu pecado.

 

- Ó menino mui formoso,

Pois que sois suma riqueza,

Como estais em tal pobreza?

 

- Por fazer-te glorioso

E de graça mui colmado,

Jazo aqui por teu pecado.

 

- Pois que não cabeis no céu,

Dizei-me, santo Menino,

Que vos fez tão pequenino?

 

- O amor me deu este véu,

Em que jazo embrulhado,

Por despir-te do pecado.

 

- Ó menino de Belém,

Pois sois Deus de eternidade,

Quem vos fez de tal idade?

 

- Por querer-te todo o bem

E te dar eterno estado,

Tal me fez o teu pecado.

 

 

Texto de Santo Afonso Maria de Ligório

 

As lágrimas de Jesus Menino foram bem diferentes das outras crianças que vêm ao mundo: estas, diz S. Bernardo, choram de dor, enquanto que Jesus chorava, não de dor, mas de compaixão e de amor por nós Os prantos são grande sinal de amor; eis por que os judeus, vendo Jesus chorar a morte de Lázaro, diziam entre si: Eis como o amava. Da mesma forma os anjos poderiam dizer, vendo as lágrimas de Jesus Menino: Ecce quomodoamateos: Vede como nosso Deus ama os homens: por seu amor chega a fazer-se homem, a fazer-se criança e a chorar!


Jesus chorava e oferecia suas lágrimas a seu Pai para obter-nos o perdão de nossos pecados: “Suas lágrimas lavavam os meus pecados”, dizia S. Ambrósio. Por seus vagidos e prantos Jesus pedia misericórdia para nós condenados à morte eterna, e aplacava assim a cólera de seu Pai! Oh! aquelas lágrimas bem sabiam advogar a nossa causa. Quão agradáveis foram elas a Deus! Foi então que o Senhor fez anunciar por seus anjos que fazia a paz com os homens e os recebia em sua graça: Paz na terra aos homens de boa vontade. 


Jesus chorou de amor, mas chorou também de dor vendo que tantos pecadores apesar de todas as suas lágrimas e de seu sangue derramado até a última gota continuariam a desprezar a sua graça. Ao considerar um Deus menino que chora as nossas faltas, que coração tão bárbaro poderia não chorar com ele, e detestar os pecados que tanto fizeram chorar esse terno Salvador? Ah! em vez de aumentarmos sem cessar a pena desse inocente Menino, apressemo-nos a consolá-lo unindo nossas lágrimas às suas. Ofereçamos a Deus os prantos de seu Filho e peçamos-lhe nos perdoe em atenção aos seus méritos. 

 

“Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura”. Papa Francisco


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