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Brasileirão: São Paulo tem o pior jogo em finalizações e reforça queda ofensiva

  • Publicado em 17/09/2018

A satisfação dos jogadores do São Paulo e do técnico Diego Aguirre com o 0 a 0 do São Paulo diante do Santos, neste domingo (16), na Vila Belmiro, pode ser justificada pelos números. Pouco agressivo, o time tricolor chutou apenas cinco vezes a gol no clássico, menor número da equipe em uma partida do Campeonato Brasileiro até o momento, segundo os dados da agência de estatísticas Footstats.

 

Mesmo no topo da tabela do torneio (lidera com 50 pontos, contra 49 do Inter, que ainda joga na rodada), o São Paulo é um dos times que menos finaliza a gol – foram 269 chutes em 25 jogos, média de 10,76 por partida. O número, ainda assim, é o dobro do visto na Vila. Até então, o duelo em que o São Paulo menos havia finalizado fora no empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, no Morumbi, pela quarta rodada (seis vezes).

O Santos, por outro lado, finalizou 11 vezes na Vila e teve a melhor chance do clássico – Rodrygo saiu na cara de Sidão, mas chutou para fora. A situação fez o técnico são-paulino comemorar a igualdade. "É um ponto que temos que valorizar. Poderíamos ter perdido", admitiu Aguirre na entrevista coletiva após o duelo.

Curiosamente, desfalques defensivos ajudam a explicar a pouca presença dos são-paulinos no ataque. Sem um lateral direito de origem (Regis estava suspenso e Bruno Peres lesionado), o treinador mandou o time a campo com três zagueiros – Bruno Alves, Anderson Martins e Arboleda -, sendo que o equatoriano por vezes assumiu o papel na lateral.

"Foi pela necessidade. Bruno Peres e Regis não estavam, e o Araruna (que poderia ser improvisado no setor) estava voltando de lesão. Buscamos uma alternativa, e o Arboleda foi bem. Nos faltou mais poder ofensivo. Não pudemos ter muitas chances de gol", analisou Aguirre.

O volante e capitão Hudson fez uma leitura parecida à do técnico. "Temos que admitir que enfrentar o Santos, que vive boa fase, não é fácil fora de casa. Sabíamos que a nossa equipe não teria muitas chances na frente, então era preciso ser cirúrgico na frente para tentar aproveitar. Criamos pouco, mas fomos bem defensivamente para arrancar o empate", afirmou.

Confira o áudio da Agencia Rádio Web no topo da matéria.

 Fonte: UOL